Balanço anual-2011

Inspirada pela minha amiga Lelei, resolvi retomar o blog abandonado, com um balanço do ano passado.

Foram muuuuuiiiiiiittttaaaassss mudanças, literalmente:

– Mudei de cidade

– Comecei a dirigir (apesar de ter carteira de habilitação a mais de 10 anos)

-Bati o carro

-Fiquei mais religiosa, e reforçou minha fé em Deus

-Tive que reaprender como trabalhar em empresa com hierarquia medieval

-Descobri que sou introvertida (graças a post da Lelei, de novo)

-Descobri que sou ingênua, que caio em todas as brincadeiras que o pessoal da nova empresa faz, e mais, não vejo maldade nos outros, e tomei umas rasteiras por isso.

-Senti depressão de ficar longe da familia, mas curei me aproximando mais de uma amiga que também mora aqui.

-Cortei o cabelo super curto, que sempre tive vontade

-Ganhei uma sobrinha nova, que não consigo curtir tanto por causa da distancia

– Vou ao trabalho ao menos duas vezes por semana maquiada

-Fiquei mais vaidosa

– Comprei mais roupas

-Usei mais cosmeticos

– Conheci Ibitinga

-Não tirei férias, e nunca senti tanta falta disso. JUNHO, chega logo!!!!

-Comprei os presentes de Natal em cima da hora, e não em Outubro como quase todos os outros anos.

– Pratiquei e recomecei curso de espanhol.

NUOSSA!!! Acho que é isso.

2012 já começou cheio de mudanças no trabalho, estou mais relaxada, pois não preciso ficar me provando a cada hora do dia.

E vai ter muitos outros desafios no campo pessoal, pq quero me fixar na cidade de vez e vai dar trabalho.

Espero voltar em breve. Fui…

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Ser Involuído

O que pensar de um ser humano que solta a seguinte frase:

“Jogava os cachorrinhos no meio da rua aos chutes, onde já se viu fazer cocô no meio da minha sala”

Para contextualizar: uma pessoa começa a contar que esqueceu a porta dos fundos da sua casa aberta e quando chegou encontrou dois filhotinhos de cachorro do lado de dentro, e como são novinhos se aliviaram em qualquer lugar, no caso, na sala.

Provavelmente colocaram os cachorrinhos no quintal, quando não tinha ninguém, e como encontraram onde entrar e se proteger, foi o local que escolheram. Quem os encontrou, foi calmente para fora, com ajuda de outra pessoa, para tentar localizar os donos.

O ser involuído que soltou a pérola, achou absurdo o excesso de cuidado.

Nesse tipo de situação eu normalmente ficaria brava, argumentaria com esse ser, mas resolvi ficar quieta, pois adotei a filosofia da água, que não bate nos obstáculos, os contorna.

Com os anos tenho aprendido que existem níveis de evolução de cada um, e infelizmente os menos, são também os mais resistentes a ouvir opinião dos outros. E ficar discutindo não ia me agregar nada, muito menos a esse ser, que ainda tem muito a aprender, mas não se mostra disposto ou humilde suficiente para isso.

O que eu queria mesmo dizer, era: ” como você pretende ter filho então? Porque até aprender, crescer e ser educado, faz muita sujeira pela casa. Vai chutá-lo para fora, como faria com os cães!”

Fora isso, como alguém que tem esse tipo de crueldade no coração, acha que tem algo de bom para passar para outra criatura?

Podem pensar: ” ahhh, mas uma criança é muito diferente de um cão.” Será?!

Depende de outro para se alimentar, higienizar, comunicar, e por aí vai…Com uma grande vantagem, se torna independente em meses e não décadas, como as crianças.

Respeito que cada um tenha um gosto ou aptidão, medo ou aversão por animais, mas daí a ser cruel é inadmissível, é patológico, precisa de tratamento.

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Dirigir – um passo de cada vez – IV

E lá se vão quase 9 meses, indo e voltando todo dia do trabalho, e ainda sinto meu estômago revirar cada vez que penso em dirigir.

Principalmente se é para sair do meu trilho, ou caminho da roça, ou zona de conforto, ou rotina, e mais um milhão de formas diferentes de dizer a mesma coisa.

O fato é que além de um medo, eu tenho que lidar com dois, acrescente a equação: medo de escuro.

Ok, ok, é coisa de criança!!! Mas o que posso fazer, nunca me esforcei bastante para perder esse medo, e sempre achei saídas.

Cheguei a instalar luz de emergência em casa, e para até 12 horas, hein!!! Quase profissional.

Praticamente na primeira vez que sai a noite do trabalho, bati o carro dentro da garagem de casa, lembra.

Nas três vezes que teria que sair a noite, não rolou:

  1. Marquei aula demonstrativa de Pilates, e como era só as 19:00, voltei para casa, e guardei carro na garagem, só saiu no outro dia de manhã.
  2. Marquei com uma amiga para irmos a missa, e como o carro dela estava cheio, eu teria que ir com o meu. Passei horas com o estômago de cabeça para baixo, ainda bem que uma das caronas desistiu e eu pude ir com ela.
  3. Precisava buscar remédio para a Puppy, até liguei o GPS para me ajudar a chegar lá, mas básico na hora de seguir reto, virei para a direita e rumei direto para casa.

Próximo passo: procurar ajuda externa.

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Arte da semana-rachaduras

O primeiro esmalte craquelado a gente nunca esquece:

Fazia tempo que não fazia nenhuma arte, e quando achei o esmalte craquelado da Ellen Gold, numa loja de cosméticos no Shopping Parque Dom Pedro em Campinas, resolvi experimentar.

Algumas lições aprendidas:

  1. tem que passar uma cor constrastante embaixo
  2. é difícil dosar a quantidade de esmalte no pincel, cada unha ficou de jeito diferente
  3. fica fosco, como não gosto, passei cobertura intensificadora da cor.

“E por hoje é só pessoal.”

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Já fui mordida por cachorro

Natal de 2007, minha mãe vinha falando há tempos que o Bingo estava com as unhas longas pq não tinha onde gastar. Como ele é de temperamento forte, levar no pet shop para cortar, só se fosse sedado.

Aí tive a brilhante idéia de comprar o alicate , e cortar eu mesma. Que melhor ocasião do que a véspera do natal, já que ia mesmo dormir lá. Mas como ser humano e nascida no signo de touro do zodíaco, decidi teimar e tentar sem colocar a fucinheira.

Entrei no territorio dele, brinquei um pouco, fiz carinho e tudo estava indo tão bem, que fiquei confiante e iniciei o processo, achei que assim ele ficaria mais tranquilo e amigável.

Comecei pela pata frontal direita, a cada unha que cortava falava com ele, elogiando a paciência e tudo mais, e foi tudo bem nas patas da frente.

Nessa hora lembrei que ele não gosta que ninguém mexa na sua traseira, até pensei que seria hora da fucinheira, mas resolvi arriscar e ver como ele reagiria.

Enfim, paguei para ver e vi…cortei a pimeira unha e tudo bem, cortei a segunda e ok, pensei legal ele vai deixar…quando fui pra 3a. Ele avançou pro meu rosto e me mordeu.

Lembro de ter segurado a boca dele e ele me soltou.

Nessa, meu pai entrou correndo, mas ele já tinha se afastado. Sai com a mão no rosto e corri no banheiro para lavar e ver o estrago.

Minha mãe veio me acudir, olhou e disse: vai precisar de ponto, vamos pro pronto socorro. E eu protestei e pus pé firme que não era uma boa idéia, que ia ter plantonista que só ia fazer mais estrago (já teve dois casos na família de atendimento em plantão só piorar a situação).

Me enchi de gelo e disse que só ia pra médico se não parasse de sangrar, e não sei se foi o gelo, mas não sentia dor. Depois de mais de uma hora que eu fui começar a chorar, minha mãe achou que eu tava com dor, mas acho que a adrenalina tinha era baixado e aí que caiu a ficha do ocorrido e da merda que poderia ter dado.

Com o histórico do cão, o porte e a força que ele tem, se ele quisesse teria arrancado meu maxilar. Ainda acho que ele só queria que eu parasse, que quis deixar bem claro, e não a intenção de me machucar feio.

Pois acreditem, ele poderia ter feito um estrago imenso. Muitos me falaram: esse cachorro é do mal, deveria matar ele, cão odioso, etc.

Mas sinceramente, EU fui burra, e como sempre a culpa é do ser humano, nó invadimos os espaços dos animais e reclamamos que eles reagem.

Eu conhecia o histórico do cão, várias vezes pensei em por a fucinheira e eu decidi arriscar, não acho justo simplesmente matar (alguns preferem o termo sacrificar) um animal que só estava reagindo conforme a sua natureza.

Canso de ouvir casos, principalmente fora do país, que sacrificam o animal após ataques a humanos, e me pergunto: por que esse animal não passou por uma avaliação? Todos os fatores foram levados em conta? Analisaram a cena do “crime”?

É impressionante como seres humanos, mesmo pegos em flagrante é considerado inocente até o fim do julgamento. E os mesmos seres humanos, simplesmente condenam uma outra espécie só pelo pré-conceito de que são violentos ou perigosos, e que por isso merece “pena de morte”.

Por isso digo e repito: QUANTO MAIS CONHEÇO O SER HUMANO, MAIS AMO OS ANIMAIS.

P.S.: o cão está muito vivo, com quase 16 anos, demorei um tempo para me aproximar, mas hoje em dia, ele me lambe no rosto, sem ressentimentos (que aliás é um sentimento puramente humano).

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Dirigir – um passo de cada vez – III

E lá se vão 4 meses indo e voltando todo dia do trabalhando dirigindo, tudo ia bem e há algum tempo comecei a me aventurar e colocar o carro de ré na garagem. Ensaiei, ensaiei e saiu, consegui.

E como já me falaram no passado até pareceu mais fácil do que por de frente, e defini então uma estratégia, quando entrasse na minha rua e tivesse carro estacionado no lado direito, entrava de frente, pois abriria pela esquerda. Mas se tivesse carro estacionado do lado esquerdo, entrava de ré.

Podem pensar que minha rua é estreita, mas não é, cabem 3 carros lada a lado tranquilamente, eu é que faço curvas e manobras como se estivesse dirigindo um caminhão, falta de noção do real tamanho do carro. Bom, é melhor sobrar espaço do que faltar.

Eis que, um belo dia de outono, me deu uma neura danada de voltar logo para casa, já estava escurecendo e caia uma fina garoa. Chego na minha rua e tem carro do lado esquerdo, logo vou estacionar de ré…

Até bateu aquela sensação de que era melhor entrar de frente, ainda não tinha feito isso de noite, mas resolvi arriscar.

Quando alinhei o carro usando a entrada da garagem do vizinho da frente, pensei que estava perto de mais do lado esquerdo, mas a pressa foi maior e decidi entrar mesmo assim, afinal dava para ver que o retrovisor passaria pelo portão.

E foi a combinação fatal:

pressa + escuro + piso umido (lembra da garoa?!) = lanterna quebrada + carro amassado.

Esqueci que na segunda parte da garagem há uma coluna para o telhado da casa, e claro que é de concreto, e o maior estrago ficou no carro, na coluna só ficou uma marca escura.

Errei e muito o cálculo do tamanho, mas tudo bem, uma hora algo ia acontecer, ainda bem, que não gerou prejuízo ou dor para ninguem mais, a não ser eu mesma.

O maridão levou para arrumar o estrago e voltei a dirigir, mas acho que vou demorar um tempo para voltar a estacionar de ré.

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Dirigir – um passo de cada vez – II

Ainda lembro da emoção de guiar o carro até a casa da minha mãe pela primeira vez (releia aqui). Mas…Lá ficou o carrinho mais um tempinho esperando a vez dele, que chá de garagem!

Com a mudança para uma nova cidade, começaram as cobranças de novo: o que você vai fazer com o carro? Como você vai levar? Por que não vende já que não usa? Mas conseguimos bolar um esquema e o trovão azul mudou pra casa nova antes mesmo da dona, que só chegou de mala e cuia 4 dias depois.

No segundo dia de casa nova, já arranjei um monte de desculpas para não sair com o possante: tá tarde! Tô cansada! Tá Chovendo! Mas com um empurrãozinho do papis, fomos dar uma volta no bairro e até simulei a ida pro trabalho.

No terceiro dia não tinha jeito, precisava resolver uma porção de coisas e só estava eu e o Fiestinha em casa, era agora ou nunca.

Fiquei o dia todo me preparando psicologicamente, escolhendo que calçado por, ensaiando mentalmente todas as manobras necessárias, memorizando o caminho a fazer, e lá fui eu…

Sentei no carro, como estava calor abri o vidro, como são muuuuiiiitos anos de passageira, só consegui abrir com a mão direita, ajustei espelho daqui, o banco dali, treinei a sequência de marchas do câmbio, respirei fundo, liguei o carro e abri o portão.

Quando ia engatar a marcha ré para sair, vejo minha grande amiga e vizinha pelo retrovisor: pára tudo! Desliguei, sai do carro e fui falar com ela, que muito simpática até ofereceu para ir comigo, mas era definitivamente algo que eu ia fazer sozinha.

Ela foi embora e eu comecei tudo de novo, conferi 50 vezes o espellho, mais uma 100 as sequências de marcha, engatei a ré e sai. Como tenho uma dificuldade imeeeeeensa para entender essa história de para que lado virar o volante quando anda para trás, embiquei para o lado oposto que queria.

Sem problema, dei a volta na quadra e sai na avenida principal, confesso que não me lembro do caminho, é como se estivesse flutuando, meio que fora do corpo, sei lá uma sensação estranha.

Cheguei ao primeiro ponto de parada, por incrível que pareça, tnha uma vaga no estacionamento com meu nome escrito, e não é que estacionei de ré, ajeita daqui, acerta dali, entrei e sai de uma vaga gigante 250 vezes porque não queria deixar o carro torto.

Peguei o que tinha que pegar e fui pra segunda parada, dessa vez o caminho foi mais cheio de obstáculos, semáforos, viadutos, subidas, e ainda a falta de paciência dos motoristas dessa cidade, que já buzina assim que muda de vermelho para verde.

Nem lembro se o carro chegou a morrer, dessa vez tinha que estacionar na rua, achei uma árvore estratégica, que o calor estava bombando, mas tive que andar um tantão para chegar ao destino. E lá como demorou um pouco mais, começou a bater uma insegurança, se eu tinha ou não fechado o portão eletrônico.

Consegui conter meu ímpeto de largar tudo e voltar correndo para casa, terminei o que fui fazer. Até tinha uma terceira parada, mas como não era urgente, ficava no centrão, ou seja, mais difícil de estacionar, e a neura do portão, fui para casa.

E estava tudo bem, guardei o carro na garagem, que dessa vez não ficou fazendo sombra não, já começou a sair todos os dias da semana para o trabalho e não parou mais.

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Casa nova

Já ouviu a frase “nunca diga nunca”, pois é, há mais ou menos 2 anos efetuamos uma grande mudança, saimos de apartamento para uma casa.

Foi uma verdadeira saga que fica para outro post, mas resumindo, como eu gosto das coisas todas planejadas e certinhas (vide post da Viagem de férias-parte 1), e muita coisa foi na correria, óbvio que fiquei muito estressada e disse que NUNCA mais ia me mudar.

Cuspi para cima e voltou na testa, um amigo que se mudou para o interior ofereceu  uma vaga da empresa dele para meu marido, que achou que não era muito o perfil dele e passou para mim.

Uma pessoa que trabalhou comigo um tempão atrás me ofereceu uma vaga, que também achei que não era muito meu perfil e passei para o maridão. Isso tudo ficou esquecido um tempo, mas eis que ele foi chamado para entrevista, surpresa: a vaga era em uma cidade a uns 100km de Sampa.

Ele não ficou muito animado no começo, mas na empresa o adoraram. Quase ao mesmo tempo, fui fazer entrevista e descobrimos que fica a mais ou menos 40km uma da outra.

Também foi uma saga, tomei chá de cadeira de mais de 2 horas, mas como já tinha viajado mais de 150km acabei ficando para ver no que ia dar. Se fosse em Sampa teria ido embora.

Bem, conversa vai, conversa vem, me ofereceram quase 10% de aumento do meu salário, além de uma grande série de benefícios que empresas multinacionais oferecem.

Como eu sempre disse que tinha sonho de morar no interior e ter uma vida mais tranquila, mas afirmávamos que nosso ramo de atividade tinha que ficar na capital, não podíamos deixar passar uma oportunidade tão grande assim.

Foi uma conspiração do universo para que ao mesmo tempo aparecessem 2 vagas de emprego, com ótimas condições e toda a possibilidade para dar certo.

E lá fomos nós para mais uma caçada ao outubro vermelho… digo, a uma casa para nos mudarmos, correr para encaixotar coisas, improvisar muitas outras…

Mas aconteceu, desde 01/12/10 estamos morando no interior, numa casa boa, alugada, aumentou um pouco as despesas, mas nada se compara ao ganho em qualidade de vida que tivemos.

Toda vez que vamos para Sampa visitar o pessoal, e temos que enfrentar o transito caótico dessa metropoli gigantesca, nos convencemos de que foi a decisão mais acertada.

Eis aí o motivo desse espaço ter ficado em silêncio por um longo tempo.

Aguardem mais histórias dessa nova empreitada.

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O poder curativo dos animais

Falando em poder curativo, tenho lido muito sobre o quanto o convivio com os animais de estimação aliviam estresse, ajudam pessoas com necessidade especiais, autistas, cegos e outros, tantos benefícios que nos trazem e me lembrou de uma parte de minha vida que os cães de casa me tranquilizavam muito, nessa época meu apelido era “Garota Enxaqueca”, por que?

Bem, eu morava muito longe de tudo, do trabalho, da faculdade, dos amigos e de qualquer lugar que pudesse ir para se divertir ou desestressar. Para qualquer lugar que eu fosse não levava menos de uma hora, de transporte público ou carona, sempre era longe.

Então para trabalhar acordava 5 horas da manhã, e chegava da faculdade depois da meia-noite, meu corpo pede por pelo menos 7 horas de sono, fez a conta? É claro que nessa época eu não tinha meu sono mínimo de beleza, que dirá de descanso, então já viu como eu era bem humorada, e a noite isso chegava ao ápice.

Eu com sono, sou a pior companhia possível, sou grossa, irritante, chata, e por aí vai, acho que só não parti para agressões físicas porque sou pequena e me seguro para não apanhar. Dessa forma, qualquer um que tentasse falar comigo quando chegava em casa a noite, na melhor das hipóteses recebia um rosnado, na pior uma grosseria ou resposta atravessada.

Daí “garota enxaqueca”, quem tem mais ou menos minha idade vai lembrar de um programa da MTV.

Meu irmão dizia que estrategicamente meus pais posicionaram os cães de casa para que antes de ter contato com qualquer um deles, eu passasse pelos cães, assim que abria o portão já encontrava com o Jimmy, um belo exemplar de SRD (sem raça definida), na verdade ele tinha um pé na família do Setter, ele tinha o porte, a o tipo de pelo, menos as cores, ele era preto, com uma manchinha no peito, veja.

Esse passou por uns perrengues, mas como todo cão, abanava o rabo e sorria quando me via, com a maior felicidade, só esperando um pouquinho de carinho e atenção.

Depois eu subia as escadas para chegar a porta da frente de casa, e do lado direito tinha o Bingo, outro magnífico exemplar SRD, com um pé na família dos Dobermans, é baixinho e troncudo como um Rotweiller, mas a cara é mais de Doberman mesmo. Esse é meio pirado, e como não soubemos atender as necessidades dele, não sabíamos sobre treinamento canino, nunca tínhamos ouvido falar sobre liderança e etc, ele é imprevisível.

Com ele eu partia para pancada, no bom sentido, como ele era bem forte, eu dava uns tapas na lateral da pata, numa musculatura bem forte dele, ele também sempre vinha me receber, e eu perdia um pouco do estresse.

O último que encontrava era o Batutinha, esse por ser outro exímio SRD, é bem pequeno, mais ou menos do porte de um Pinscher, já pulava no colo e me lambia de cima abaixo.

Só aí alguém da família podia arriscar falar comigo e mesmo assim ainda corria um pequeno risco, vejam um exemplo de diálogo:

Mãe: Fê, você chegou? Veio de ônibus?

Eu: RRRRRR, não, eu vim voando!!!

Só esses olhinhos carentes para quebrar minha defesa e o estresse de poucas horas dormidas.

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O poder curativo das compras

Está cientificamento comprovado: fazer compras melhora o nosso húmor!!!

Confesso que isso nunca tinha acontecido comigo, mas um belo dia estava eu angustiada, um pouco deprimida, me sentindo sufocada e qualquer outro sentimento que quiser elencar, sai para espairecer e entrei numa loja Renner para olhar em geral e quem sabe achar uma sandália que estava procurando.

De cara peguei uma que não despertou muito interesse, mas como tinha tempo, experimentei várias, umas eram muito altas, outras muito finas, algumas faziam meu calcanhar doer, eis que a primeira pareceu se encaixar perfeitamente, tipo o sapatinho de cristal da Cinderela, mas ela tinha um detalhe em rosa claro, que normalmente me faria descartá-la de cara.

Peguei vários outros modelos, andei pela loja para testar bem, e toda hora colocava a primeira de volta, para comparar melhor, ela não arranhava em lugar nenhum, não apertava, não escorregava, não tombava, foi um test-drive bem completo.

E apesar do detalhe em rosa resolvi comprar, e não é que todo o mal estar passou, como um toque de mágica!!!

Fiquei realmente impressionada, e vou adotar essa “terapia” mais frequentemente, ainda bem que tenho meu próprio salário para isso… E normalmente sou bem contralada, nem cartão de crédito eu tenho!!??

Olha ela:

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