O poder curativo dos animais

Falando em poder curativo, tenho lido muito sobre o quanto o convivio com os animais de estimação aliviam estresse, ajudam pessoas com necessidade especiais, autistas, cegos e outros, tantos benefícios que nos trazem e me lembrou de uma parte de minha vida que os cães de casa me tranquilizavam muito, nessa época meu apelido era “Garota Enxaqueca”, por que?

Bem, eu morava muito longe de tudo, do trabalho, da faculdade, dos amigos e de qualquer lugar que pudesse ir para se divertir ou desestressar. Para qualquer lugar que eu fosse não levava menos de uma hora, de transporte público ou carona, sempre era longe.

Então para trabalhar acordava 5 horas da manhã, e chegava da faculdade depois da meia-noite, meu corpo pede por pelo menos 7 horas de sono, fez a conta? É claro que nessa época eu não tinha meu sono mínimo de beleza, que dirá de descanso, então já viu como eu era bem humorada, e a noite isso chegava ao ápice.

Eu com sono, sou a pior companhia possível, sou grossa, irritante, chata, e por aí vai, acho que só não parti para agressões físicas porque sou pequena e me seguro para não apanhar. Dessa forma, qualquer um que tentasse falar comigo quando chegava em casa a noite, na melhor das hipóteses recebia um rosnado, na pior uma grosseria ou resposta atravessada.

Daí “garota enxaqueca”, quem tem mais ou menos minha idade vai lembrar de um programa da MTV.

Meu irmão dizia que estrategicamente meus pais posicionaram os cães de casa para que antes de ter contato com qualquer um deles, eu passasse pelos cães, assim que abria o portão já encontrava com o Jimmy, um belo exemplar de SRD (sem raça definida), na verdade ele tinha um pé na família do Setter, ele tinha o porte, a o tipo de pelo, menos as cores, ele era preto, com uma manchinha no peito, veja.

Esse passou por uns perrengues, mas como todo cão, abanava o rabo e sorria quando me via, com a maior felicidade, só esperando um pouquinho de carinho e atenção.

Depois eu subia as escadas para chegar a porta da frente de casa, e do lado direito tinha o Bingo, outro magnífico exemplar SRD, com um pé na família dos Dobermans, é baixinho e troncudo como um Rotweiller, mas a cara é mais de Doberman mesmo. Esse é meio pirado, e como não soubemos atender as necessidades dele, não sabíamos sobre treinamento canino, nunca tínhamos ouvido falar sobre liderança e etc, ele é imprevisível.

Com ele eu partia para pancada, no bom sentido, como ele era bem forte, eu dava uns tapas na lateral da pata, numa musculatura bem forte dele, ele também sempre vinha me receber, e eu perdia um pouco do estresse.

O último que encontrava era o Batutinha, esse por ser outro exímio SRD, é bem pequeno, mais ou menos do porte de um Pinscher, já pulava no colo e me lambia de cima abaixo.

Só aí alguém da família podia arriscar falar comigo e mesmo assim ainda corria um pequeno risco, vejam um exemplo de diálogo:

Mãe: Fê, você chegou? Veio de ônibus?

Eu: RRRRRR, não, eu vim voando!!!

Só esses olhinhos carentes para quebrar minha defesa e o estresse de poucas horas dormidas.

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2 Responses to O poder curativo dos animais

  1. Fabio Cassim says:

    Acho que deve ser por isso que a mãe sempre da um jeito de hospedar mais um cãozinho,rs…

  2. Lelei says:

    Putz acho que todo mundo camelava pra chegar em Santo Amaro, urgh, dá calafri só de lembrar! Mas que bom que os cãezinhos te ajudavam nessa batalha contra o mal humor, eu tenho fases também, um dia desses falo sobre isso lá no blog também! Beijos!

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