Ser Involuído

O que pensar de um ser humano que solta a seguinte frase:

“Jogava os cachorrinhos no meio da rua aos chutes, onde já se viu fazer cocô no meio da minha sala”

Para contextualizar: uma pessoa começa a contar que esqueceu a porta dos fundos da sua casa aberta e quando chegou encontrou dois filhotinhos de cachorro do lado de dentro, e como são novinhos se aliviaram em qualquer lugar, no caso, na sala.

Provavelmente colocaram os cachorrinhos no quintal, quando não tinha ninguém, e como encontraram onde entrar e se proteger, foi o local que escolheram. Quem os encontrou, foi calmente para fora, com ajuda de outra pessoa, para tentar localizar os donos.

O ser involuído que soltou a pérola, achou absurdo o excesso de cuidado.

Nesse tipo de situação eu normalmente ficaria brava, argumentaria com esse ser, mas resolvi ficar quieta, pois adotei a filosofia da água, que não bate nos obstáculos, os contorna.

Com os anos tenho aprendido que existem níveis de evolução de cada um, e infelizmente os menos, são também os mais resistentes a ouvir opinião dos outros. E ficar discutindo não ia me agregar nada, muito menos a esse ser, que ainda tem muito a aprender, mas não se mostra disposto ou humilde suficiente para isso.

O que eu queria mesmo dizer, era: ” como você pretende ter filho então? Porque até aprender, crescer e ser educado, faz muita sujeira pela casa. Vai chutá-lo para fora, como faria com os cães!”

Fora isso, como alguém que tem esse tipo de crueldade no coração, acha que tem algo de bom para passar para outra criatura?

Podem pensar: ” ahhh, mas uma criança é muito diferente de um cão.” Será?!

Depende de outro para se alimentar, higienizar, comunicar, e por aí vai…Com uma grande vantagem, se torna independente em meses e não décadas, como as crianças.

Respeito que cada um tenha um gosto ou aptidão, medo ou aversão por animais, mas daí a ser cruel é inadmissível, é patológico, precisa de tratamento.

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